domingo, 4 de setembro de 2011


Caros irmãos,
Esta semana temos vários temas para refletir à luz da Palavra. Em primeiro lugar iniciamos setembro mês em que celebramos a Bíblia; estamos em oração pela Igreja de Campinas após a morte do nosso líder espiritual Dom Bruno; também trazemos uma reflexão sofre o evangelho deste domingo (Mt. 18, 15-30) no qual Jesus recomenda à comunidade a importância da correção fraterna e da vida de oração.
No evangelho Jesus inicia recomendando a comunidade em praticar a justiça do Reino através da ação fraterna.  Trata-se da capacidade de superar situações difíceis em que alguém comete falta grave contra a comunidade ou a um de seus membros. Certamente a comunidade dos seguidores de Jesus não é feita de pessoas perfeitas, mas de pessoas normais, ou melhor, que carregam traços da imperfeição e cometem faltas contra o próximo. Diante dos erros do outros qual atitude correta? Colocar a comunidade contra aquele que errou fazendo-se de vítima? Para o Mestre da Justiça a primeira ação correta é perdoar o irmão que errou; depois ir ao encontro dele mostrando que apesar do erro o amor de Deus conduz ao perdão convidando-o a reintegrar-se à comunidade. Caso isso não de resultado, a insistência deve prevalecer: “Se ele não der ouvido, tome consigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão posa ser decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.” Trata-se do esforço sem medida para trazer de volta alguém que se afastou da comunidade. Após esgotar todas as possibilidades, de ter comunicado à comunidade e a Igreja. Aquele que errou deve ser tratado como se fosse um pagão ou um cobrador de imposto. Importante lembrar que em outras passagens do Evangelho Jesus trata os pagãos e cobradores de impostos como amigos.
No grupo dos seguidores de Jesus não pode prevalecer à mentalidade de exclusão, mas deve haver todo o esforço necessário para reintegração. O espírito que move a comunidade não é o que condena, mas o espírito do perdão. Jesus dá toda autoridade à comunidade reunida em seu nome: “Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu”. Porem, esta autoridade está ligada ao exercício da misericórdia e não na tirania ou simplesmente na aplicação do rigor da lei.
No mês em que celebramos a Bíblia pedimos a Deus que a humanidade possa estar cada vez mais em concordância com os ensinamentos do Livro sagrado, que os líderes das nações possam agir com mais misericórdia e amor; que os cristãos reconheçam a autoridade vinda de Deus em resgatar os que estão distantes da Palavra que dá vida plena.

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